O Namoro Cristão

"Para sermos família nesta vida e na eternidade, poucas coisas são tão necessárias quanto começar bem. E é justamente no namoro que tem início esta viagem fascinante rumo ao céu. O namoro é o tempo da concórdia, o momento de que dispõe o futuro casal para pôr o coração no mesmo lugar, nos bens que realmente importam — a santidade e a glória de Deus. Não se trata, como vendem as novelas e nos quer fazer crer o espírito do mundo, de um passatempo, de uma época para divertir-se com o outro e depois jogá-lo fora" 1.

O Namoro sem dúvidas é o inicio de uma forma familiar, na qual se concretiza a familia, e por isso, deve ser tratado com extremo respeito e importância, a contraponto do que vemos hoje, em plena Revolução Sexual da década de 70, o Namoro é visto apenas como um "ficar", denegrindo a imagem de ambas as pessoas, submetendo-as a imagem de um jugo objeto de prazer e sendo apenas para o uso, na brincadeira de usar e ser usado.
O Namoro é tempo de construir o amor, de fato, o amor não acontece do dia pra noite, e muito menos de uma hora pra outra, como vemos nos filmes e livros de Romance, é na verdade, um caminho onde os dois devem percorrer juntos, se doando um ao outro, em uma mútua disposição para compartilhar a vida com o outro. Não escolhemos amar nossa família, simplesmente a amamos, por exemplo, amamos nossos pais, porque devemos como filhos, amá-los e portanto não é uma escolha e sim um projeto divino que não pode ser mudado, mas em contrapartida escolhemos amar o outro, como amigo ou namorado, compartilhando nossa vida com os demais.

O amor nasce do mútuo conhecimento, da abertura sincera do coração para acolher a outra pessoa. E isso acontece quando se supera o egoísmo e passamos a ter um olhar para o valor do outro 2.
Devemos compreender que Deus nos criou para amar, e aliás essa é a nossa grande vocação, como vai nos dizer em 1 João 4, Pois o amor vem de deus. E todo aquele que ama. Nasceu de deus. E chega ao conhecimento de deus. Pois quem ama conhece a deus 3. O Namoro é a oportunidade que temos de amar o outro e ver o quanto somos dependentes do nosso próximo e portanto quebra-se aí o egoísmo de se achar independente de tudo e de todos, é de fato, uma verdadeira escola do aprender a amar e ser amado, dar e receber e ajudar sendo ajudado. Por isso é de grande mérito que os namorados busquem a santidade dentro do conhecimento do outro, sabendo que a união e o amor, são os dois sustentáculos do Namoro, que devem atrair os olhares para Deus.

Os namorados não podem ser reduzidos a um tempo de um olhar apenas exterior, da empolgação do momento. É preciso ser um tempo especial e interior de olharmos para a outra pessoa e contemplar o Deus que existe nela, na vivência da verdadeira fé de duas pessoas que querem buscar e seguir o caminho da santidade, mesmo diante das tentações mundanas e dos pecados. De fato é um grande desafio conviver com os problemas e os defeitos de outra pessoa, mas é um exercício espiritual para a alma, aprender a amar e ser amado. Só se ama aquilo que se conhece.
O Namoro cristão deve vencer a cultura sexual mundana, de apenas usar e ser usado. É algo que deve ser vivido como uma tarefa, tanto para o homem, quanto para a mulher, de largar toda preocupação com a aparência e olhar mais interiormente, a essência de cada um, a alma do outro. Por isso namoro é tempo de oração, estar ambos unidos a Deus e buscando-o para que eles possam saber qual é a vontade de Deus em suas vidas, na busca contínua pela verdadeira vocação.

Um grande exemplo de namoro frutífero e casto é o dos pais de Santa Teresinha, Santa Zélia e Luís, que se conheceram na maioridade, mas no seu tempo de namoro, souberam se guardar para o casamento e não se entregaram as paixões passageiras deste mundo. É muito conveniente que tomemos a firme decisão de se abandonar nos braços do outro, para saborear juntos a alegria da verdadeira castidade e pureza, que devem ser vividos dentro do santo namoro, para que possamos estarmos mais preparados para a união definitiva do matrimônio.

 “Eles oravam um pelo outro e esperaram o tempo de Deus. Viveram felizes para sempre.
Eles souberam esperar e por isso viveram felizes para sempre. Pode parecer conto de fadas, mas é real. O grande problema que afeta gravemente os relacionamentos é a impaciência de esperar o momento certo e por isso acabam se precipitando em consumir a união antes mesmo do casamento, o que para o mundo é normal, para Deus é extremamente errado. A Consumação do amor deve ser realizada apenas depois do casamento, e não no namoro. Namoro não é diversão, é compromisso e responsabilidade e deve ser vivido na experiência de conhecer o outro e aprender a amá-lo, mas de uma forma paciente e sempre confiando nos planos de Deus, os dois deve se unir em oração, como por exemplo; Rezar o terço todos os dias, ir á missa juntos, se confessarem e se prepararem mutualmente para o matrimônio.

Mas não é como muitos pensam de achar que estando unidos pelo compromisso do namoro, tendem a ter controle sobre o outro, pois é exatamente o contrário, para o conhecimento é necessário uma liberdade de agir e de sentir. Por isso, o rapaz não deve controlar a moça, pois ela é livre, e nem a moça o rapaz, pois o mesmo é livre, ambos em suas liberdades, mas com o compromisso de serem fiéis uns aos outros e de não se deixarem tapear pelo ciúmes.
Deixar que o outro faça parte da nossa vida, nem sempre é fácil, mas com o olhar do amor se adoça os relacionamentos, sempre com o cuidado e com o carinho, de estarem unidos ao Corpo de Cristo, que nós celebramos neste mês de junho, que também é o mês dos namorados.
No namoro, nem tudo são flores. O casal também briga: o importante é aprender a administrar as emoções e compreender o outro.

"Depois de uma briga forte, recomendo fazer silêncio e esperar que as águas se acalmem. Quando ficamos com raiva, a primeira coisa que aparece é a língua. Temos que ter controle sobre as palavras que falamos porque podem ferir a outra pessoa”, aconselhou Emma 4.

Também recomendou "colocar-se no lugar da outra pessoa, porque às vezes achamos que temos a razão”. Acrescentou que "devemos pedir ao Espírito Santo que nos ajude a trazer a paz neste momento".
O namoro vivido na seriedade de construir o amor fará com que os casais não cheguem ao casamento motivados unicamente pela euforia do momento ou por uma paixão passageira, mas sim, que entendam que o namoro foi o tempo de construir a casa sobre a rocha, e constrói sobre a rocha quem edifica em Cristo 2.



Notas

1 - O Namoro Cristão - Padre Paulo Ricardo, CNP.
2 a.b - Portal a12, Como deve ser o namoro cristão?.
3 - 1 João 4, 7-8.
4 - 10 conselhos para viver um namoro católico, acidigital Site.


⭐ Introdução








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